sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Veja peixes que colorem os lugares onde a luz não chega

Longe do Sol, nas profundezas de oceanos e cavernas submersas, o biólogo e fotógrafo de animais selvagens Danté Fenolio encontra diversas cores no meio da escuridão. Estes peixes manchados de azul são da família Opistognathidae e vivem em recifes tropicais no leste do oceano Pacífico, incluindo o golfo da Califórnia. Eles vivem em tocas e bloqueiam a entrada todas as noites. Pela manhã, os peixes removem os escombros para conseguir sair da toca 

Estes peixes bicolores da espécie Pseudochromidae são nativos de recifes tropicais entre os oceanos Índico e Pacífico. Eles também são chamados de dottyback e vivem em cerca de 30 metros de profundidade 

O biólogo e fotógrafo de animais selvagens Danté Fenolio ficou famoso por encontrar animais diferentes na escuridão e profundeza dos oceanos. Os Gymnotiformes são um grupo de peixes ósseos que foram registrados por suas lentes. Os animais são encontrados na América do Sul, inclusive nas águas profundas da Amazônia, e seus olhos só conseguem distinguir luz e escuridão 

 
O peixinho Nemateleotris helfrichi (no meio) é encontrado no oeste do Oceano Pacífico e vive a até 90 metros de profundidade. Já os Nemateleotris magnifica (na parte inferior) são encontrados no Pacífico tropical, no Mar Vermelho na costa leste da África 

 
Estes crustáceos vivem a centenas de metros abaixo da superfície do oceano. As fotos dos animais estão no livro Life in the Dark (vida no escuro, em tradução do inglês), do fotógrafo Danté Fenolio, publicado pela Johns Hopkins University Press

 
Entre as imagens de animais que vivem no escuro e em águas profundas está o candiru, uma espécie típica da bacia amazônica e do rio Napo, no Peru 


O peixe "boarfish de Günther", uma espécie de peixe-dragão com um fotóforo, foi encontrado pelo 
fotógrafo de animais selvagem Danté Fenolio no Golfo do México. O fotóforo é um órgão biológico
 que emite luz, o que ajuda o animal a se orientar na escuridão e pode também ajudar a atrair presas 
Imagem: Danté Fenolio

O peixe da espécie Cryptotora thamicola foi fotografado no norte da Tailândia pelo biólogo 
Danté Fenolio. O animal não tem olhos, mas consegue se locomover de modo semelhante 
aos vertebrados terrestres como as salamandras. Cientistas que estudam o peixe comprovaram que
 ele carrega características de bichos terrestres e analisam se ele pode desvendar mistérios de como 
a vida evoluiu da água para a terra 

O peixe Common fangtooth, da família Anoplogastridae, vive nas profundezas do oceano e tem, 
proporcionalmente, os maiores dentes entre os peixes. As presas são tão grandes que para 
fechar a mandíbula o animal tem compartimentos internos no céu da boca para encaixar os dentes 


Da família Cranchiidae, estas lulas-de-vidro são chamas de lulas-cacatua. Elas são pequenos 
invertebrados translúcidos que podem mudar de forma em um piscar de olhos. 
Quando ameaçados, o animal encolhe sua cabeça e tentáculos e infla como uma bexiga
 
O sapo-dourado é raro e a espécie praticamente desapareceu do seu meio natural, além de um
pequeno  número que vive em cativeiro. Um fungo acabou desaminando os animais, e outros
anfíbios, na América Central. Está é uma das imagens que o fotógrafo de animais selvagens, 
Danté Fenolio, publicou em seu livro Life in the Dark (vida no escuro, em tradução do inglês), 
publicado pela Johns Hopkins University Press 

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Cientistas acham ecossistema incrível no mar profundo do Havaí

Esta é uma "lula de vidro" encontrada no mar profundo por cientistas 
Esta é uma "lula de vidro" encontrada no mar profundo por cientistas

Veja bem as imagens ao longo deste texto e diga: são alienígenas ou animais marinhos? Pois acredite que a segunda resposta é a correta. Pesquisadores dos Estados Unidos realizaram uma expedição em área do mar profundo próximo ao Havaí, no Oceano Pacífico. De lá, voltaram assustados com a riqueza extraordinária da biodiversidade.
Em entrevista à agência Associated Press, cientistas envolvidos no projeto afirmaram que a abundância de amostras encontradas em um trecho aponta para um habitat de alto-mar muito movimentado, mas não conseguem entender o motivo.


NOAA via AP
Já este aqui tem, no inglês, nome que pode ser traduzido para "peixe-assustador". Realmente...
 
No local, distante cerca de 1,5 km da costa da ilha do Havaí, foram encontrados inúmeros peixes, enguias e muitas criaturas do fundo do mar misteriosas. A confusão dos cientistas é porque grande parte do oceano próximo ao Havaí está entre as águas menos produtivas do Pacífico.

"Há um paradoxo. Como podemos ter tanta produtividade no entorno do Havaí se o oceano ao redor é literalmente uma paisagem estéril?" Jamison Gove, oceanógrafo de agência norte-americano voltada aos oceanos, em entrevista à AP

Parte da missão era exatamente saber porque as ilhas, e este local em particular, são tão ricos em diversidade marinha. Os pesquisadores tomaram amostras de regiões entre 460 metros e 610 metros no fundo do mar. Para isto, utilizaram grandes redes de arrasto.


NOAA via AP
A imagem deste animal é aterrorizante, não? O bichano é conhecido como grande-enrolidor
 
Agora, os cientistas estão debruçados sobre os dados para tentarem entender potenciais políticas e necessidades da região. Também esperam aprender melhor sobre o ecossistema oceânico em geral e sobre áreas não explorados do mar profundo.
Não espere, contudo, respostas rápidas: os pesquisadores devem levar um ano para ter conclusões sobre está área. No entanto, já enxergam uma possibilidade: parte da riqueza do habitat pode ser graças à forma que o fundo do oceano se eleva até a ilha, levando nutrientes e criando alimentos para diversos animais marinhos.


NOAA via AP
Este peixe da família Antennariidae também é conhecido como "peixe-sapo"
 
"O que sabemos do oceano é menos do que sabemos sobre a superfície da lua", Jack Kittinger, diretor do programa de Conservação Internacional do Havaí

Recentemente, uma outra expedição feita pela Conservação Internacional e pela Universidade do Havaí foi feita mais longe da costa do Estado norte-americano, em um grupo de montes oceânicos, além de vulcões ativos e dormentes embaixo d'água que nunca vieram à superfície. Lá também foi notada uma rica biodiversidade.


NOAA via AP
Que imagem aterrorizante, não? Este é o dragonfish, na língua inglesa
 

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Araticum, jaracatiá, grumixama: conheça alguns dos ingredientes ameaçados de extinção no Brasil

Grumixama é um dos alimentos em extinção no Sudeste

Os nomes soam tão diferentes quanto o gosto da maioria desses alimentos seria para o nosso paladar: araticum, jaracatiá, grumixama, cambuci, licuri.
Mas apesar da estranheza inicial, esses ingredientes são tipicamente brasileiros. E correm risco: são parte de um catálogo mundial de alimentos que correm o risco de extinção.
Somente no Brasil, a lista - chamada de "Arca do Gosto" - tem mais de cem espécies. A relação é elaborada de forma colaborativa pela organização Slow Food, criada em 1989 para prevenir o desaparecimento de culturas e tradições gastronômicas em várias partes do mundo.
Para que um produto entre na lista dos "ameaçados" há alguns critérios básicos, como as qualidades gastronômicas especiais, a ligação com a geográfica local, produção artesanal, ênfase na sustentabilidade e risco de extinção.

Alexandre Schneider, Livro 'Misture a Gosto'
Araticum é um fruto nativo do cerrado 
 
Além dos menos conhecidos, há produtos bem populares da mesa dos brasileiros, como a jabuticaba, o queijo da Canastra e o pinhão.
Para o biólogo Gleen Makuta, do Slow Food Brasil, o desaparecimento gradual desses ingredientes se deve à padronização da alimentação.
"Cerca de 90% da dieta do mundo todo está pautada em vinte ingredientes, sendo os três maiores milho, arroz e batata. Então são alimentos que estão muito difundidos, são produzidos em escala massiva e isso faz com que outros ingredientes percam o valor econômico e não consigam acessar o mercado", afirma.
"Isso faz com que todo o conhecimento atrelado a esses ingredientes vá se perdendo. É uma extinção tanto biológica como cultural."
Apesar do risco de desaparecimento, todos os ingredientes da lista ainda se encontram vivos, com potencial produtivo e comercial. Mas poucos chegam à mesa dos brasileiros.

Para a mesa

Justamente pensando em aproximar esses alimentos da refeição do dia a dia e da mesa dos brasileiros, a chef de cozinha Claudia Mattos fundou, ao lado de outros chefs, a Aliança dos Cozinheiros para o Brasil, uma rede que promove e a biodiversidade agroalimentar e procura trabalhar com ingredientes locais.


Mario Rodrigues
Uma das criações dos chefs são as ostras empanadas com brioche e castanha de baru com creme de juçara defumada
 
"O Brasil consome e conhece muita coisa de fora - funghi seco e caviar, por exemplo -, mas não conhece produtos nossos, como cambuci, baru, entre tantos outros."
O grupo promove eventos como o Festival Arca do Gosto, que reúne nomes da gastronomia para elaborar pratos e receitas com esses alimentos.
Em São Paulo, há uma edição especial somente com produtos do Sudeste, que reúne cerca de 30 chefs e que vai até novembro.
Claudia Mattos afirma que, nesses casos, o trabalho é quase didático.
"É um projeto desafiador, tem que ser didático, explicar o alimento, de onde ele vem quais os benefícios, aromas, como e se prepara cada um deles porque as pessoas não tem ideia nem de onde encontrar alguns ingredientes. Os chefs podem ajudar muito", conta.
Mesmo para quem já trabalha em cozinha, alguns dos ingredientes são uma novidade.
"É muito fácil fazer mousse com laranja ou morango porque é conhecido, e o resultado muito tranquilo, Mas criar um prato com ingredientes que você não sabe nem como se comportam, se tem que deixar de molho, se tem que assar, cozinhar, se faz ele doce ou salgado é desafiador e trabalhamos na base da experimentação", conta.


Alexandre Schneider, Livro 'Misture a Gosto'
O cambuci passou a ser mais usado no Sudeste há cerca de sete anos
 
A intenção dos chefs é estimular o consumo desses produtos ao apresenta-los para o público geral e incentivar os agricultores.
"Quem trabalha com esse tipo de alimento preserva também a biodiversidade, os ingredientes autóctones. Todo trabalho é por isso, nós somos coprodutores, não adianta todo mundo produzir cebola orgânica porque todo mundo tem. Então é preciso diversificar", conta.
"Há pouco tempo, ninguém conhecia cambuci, taioba, ora-pro-nobis, e hoje vários restaurantes já usam esses ingredientes."
Conhece algum ingrediente com risco de extinção na sua região? Você pode contribuir para a Arca do Gosto - uma comissão vai avaliar sua indicação.

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Comissão internacional fez acordo para criação de maior reserva do mundo.

Santuários naturais na Antártica

Entenda por que conquista é tão importante para o meio ambiente.


 Pinguins são vistos sobre gelo perto da estação francesa em Dumont díUrville, na Antártica  (Foto: Reuters/Pauline Askin/File photo) 
Pinguins são vistos sobre gelo perto da estação francesa em Dumont díUrville, na Antártica (Foto: Reuters/Pauline Askin/File photo)
 
Uma comissão internacional alcançou nesta sexta-feira (28) um acordo para a criação da maior reserva marinha do mundo para conservar o Mar de Ross, uma imensa baía na Antártica.

O acordo selado na localidade de Hobart, na Austrália, foi forjado pela Comissão para a Conservação dos Recursos Vivos Marinhos Antárticos (CCRVMA).
No entanto, no fórum não houve um consenso para aprovar também a zona do leste da Antártica, como pediam Austrália e França.
A seguir, algumas das perguntas-chave:
Por que tanto alvoroço?
Os ambientalistas pedem há anos a proteção da exploração das águas antárticas. Em 2012 foi cogitada a ideia de criar um macro santuário marinho no Mar de Ross que compreenderia também o leste da Antártica.
Os dois territórios somariam mais de 2,5 milhões de quilômetros quadrados. Cada um foi modificado para permitir algumas cotas de pesca e permissões para explorações científicas, embora respeitando o espírito do projeto.
Por que é tão importante?
A Antártica continua sendo a última fronteira, com territórios ainda quase virgens e alguns de seus ecossistemas marinhos sem ter sido estudados.
O oceano Austral, que banha a costa da Antártica, é considerado um importante laboratório para medir os efeitos das mudanças climáticas. A área abriga mais de 10 mil espécies que aparecem apenas nos polos, incluindo mamíferos como os pinguins e as baleias, mas também aves, peixes e crustáceos, suscetíveis de serem explorados comercialmente.

Foto de 22 de janeiro mostra pinguins em rochas perto da estação chilena Bernardo O'Higgins, na Antártica  (Foto: AP Photo/Natacha Pisarenko) 
Foto de 22 de janeiro mostra pinguins em rochas perto da estação chilena Bernardo O'Higgins, na Antártica (Foto: AP Photo/Natacha Pisarenko)
 
O que é uma reserva marinha?
Uma área de proteção protege todos ou uma parte dos recursos ali abrigados. Isso inclui espécies marinhas, biodiversidade, também o habitat e as zonas de alimentação e de criação. Em alguns casos também pode englobar os sítios históricos e de interesse cultural.
Esta declaração é utilizada como um complemento de outras ferramentas de conservação, como as quotas de pesca.
A primeira reserva do mundo foi estabelecida pela CCRVMA em 2009 nas ilhas Órcades do Sul, no Atlântico.
Quem toma as decisões?
A CCRVMA foi estabelecida por uma convenção internacional em 1982 com o objetivo de responder ao crescente interesse gerado pelo krill.
A aliança composta por 24 países, além da União Europeia, toma suas decisões por consenso, o que significa que para que uma proposta seja aceita, nenhum membro deve se opor.
Por que demoraram tanto para alcançar um acordo?
Muitos ambientalistas e países-membros concordam que a proteção das águas da Antártica, estabelecendo uma limitação à pesca, à extração de recursos e um freio à poluição, é essencial para conservar a vida polar e permitir aos cientistas um entendimento maior sobre como as espécies e os ecossistemas respondem às mudanças ambientais.
No entanto, países como China e Rússia expressaram sua resistência em relação à limitação do acesso à pesca. Também entram em jogo questões geopolíticas.
Fonte: G1 - http://g1.globo.com.br

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Você não vai acreditar que existe estes animais super esquisitos


1. Macaco cinzento de nariz arrebitado

Além do nome curioso, essa espécie de macaco é marcada por uma curiosidade triste: nos dias de chuva, o Rhinopithecus brelichi espirra muito, o que o torna um alvo fácil para caçadores.


2. Nariz de tamanduá

Correndo grande risco de extinção, a Saiga, espécie de antílope, é original da zona de estepes da Eurásia. 

3. Peixe-machadinha

Apesar do rosto assustador, esse peixe mede no máximo 12 cm e é totalmente inofensivo.

4. Cervo vampiro

Pequeno cervo, o hidrópote, ou veado-d'água-chinês, possui caninos tão grandes que ultrapassam o maxilar inferior.

5. Abutre barbudo 

Originário das montanhas da Europa, Ásia e África, o Gypaetus barbatus se alimenta quase exclusivamente de ossos, que engole inteiros ou atira no chão durante o voo para chegar à medula óssea.

6. Mini-helicóptero 

Parente das cigarras e dos gafanhotos, o Bocydium globulare vive em terras brasileiras.

7. Lula com dentes humanos

Fique tranquilo! Isso que você vê não são dentes, mas sim os “lábios” dessa lula rara, chamada Promachoteuthis sulcus.

8. Morcego nariz de tubo

Encontrado nas Filipinas, esse animal também é conhecido como “Morcego Yoda”. Infelizmente, essa espécie também corre risco de extinção.

9. Quem vê cara não vê coração

Assim como seu colega peixe-machadinha, o peixe-lobo pode até ter cara de quem apareceria em um filme de terror, mas ele não é feroz. Porém, o tamanho assusta: pode chegar a 5 metros e 40 kg!

10. Pipa pipa

Presente na América do Sul, a fêmea desse curioso sapo incuba os ovos nas costas.


11. Lindinho, de boca fechada!

Conhecido como Sarcastic fringehead, o Neoclinus blanchardi é muito territorialista. Se alguém se aproxima,ele já abre uma boca enorme para mostrar que não está de brincadeira!


12. Tartaruga-pescoço-de-cobra

Chelodina longicollis é um cágado que vive nas águas doces da Austrália.

13. Rã-Pinóquio

Essa pequena rã foi descoberta em 2010 nas Montanhas Foja, na Nova Guiné.

14. O maior sapo do mundo

Chegando a pesar 3 kg, o Conraua goliath é um sapo conhecido na África pelo nome de “Golias” e é servido como um prato exótico. 

15. Bico fino

O gavial, encontrado na Índia e no Nepal, corre muito risco de extinção, tendo menos de 250 espécimes no mundo. 

16. O abominável caranguejo das neves 

O Kiwa hirsuta ganhou seu nome popular de “caranguejo-yeti” graças à sua “semelhança” com o Abominável Homem das Neves.


17. Salamandra gigante da China

Espécie aquática, essa salamandra vive na China e pode pesar até 25kg.

18. Rocha viva

Vivendo na costa do Chile e do Peru, Pyura chilensis, um animal marinho, quase passa despercebido entre as pedras.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Confira: existe uma nuvem gigante de gás cósmico em rota de colisão com a Via Láctea


De acordo com os astrônomos, Andrômeda e a Via Láctea devem se encontrar dentro de 4 bilhões de anos e protagonizar um espetacular choque galáctico. No entanto, segundo Dom Galeon, do portal Futurism, muito antes de isso acontecer, outra estrutura espacial trombará com os limites da nossa galáxia. Contudo, não se preocupe, pois isso só deve ocorrer dentro de 30 milhões de anos; portanto, até lá não sabemos sequer se a humanidade continuará existindo!
Pesquisadores da NASA que acompanham as explorações do telescópio espacial Hubble descobriram que uma massa de gás cósmico chamada Nuvem de Smith está se movendo a 1,1 milhão de quilômetros por hora na direção da Via Láctea. Para você ter uma ideia, essa estrutura errante tem 11 mil anos-luz de comprimento e 2,5 mil anos-luz de largura — onde 1 ano-luz equivale a cerca de 9,5 trilhões de quilômetros —, portanto a nuvem é imensa.

Trombada gasosa

Segundo Dom, a nuvem foi descoberta em meados dos anos 60 por um astrônomo holandês chamado Gail Smith, e os cientistas estimam que ela se formou há cerca de 70 milhões de anos. Além disso, devido à composição da estrutura — rica em enxofre —, é possível que ela originalmente fizesse parte da nossa galáxia, mas, por alguma razão, acabou sendo expelida.

 

Imagem mostra o que os astrônomos esperam que aconteça dentro de vários milhões de anos
Só que a nuvem decidiu voltar para a Via Láctea, e a colisão está prevista para acontecer dentro de aproximadamente 30 milhões de anos, e é pouco provável que algum terráqueo — se é que restará algum por aqui até lá! — sofra qualquer consequência com o choque. Isso porque a trombada deverá ocorrer nos limites da nossa galáxia.
Por outro lado, se a humanidade continuar existindo, quem estiver por aqui poderá presenciar um verdadeiro espetáculo de luzes no céu e testemunhar o nascimento de cerca de 2 bilhões de novas estrelas. Vai dizer que agora você não ficou com vontade de estar vivo para assistir a um evento como esses!

Trajetória da Nuvem de Smith

Ainda segundo Dom, para o pessoal da NASA a nuvem serve de exemplo de como a nossa galáxia está evoluindo ao longo do tempo. Em outras palavras, ela demonstra como a Via Láctea, ao contrário do que possa parecer, é um local superativo e revela a forma como ela está reciclando seu próprio material através de nuvens de gás para dar origem a novas estrelas.

sábado, 22 de outubro de 2016

Conheça a primeira nação espacial independente do Sistema Solar

Não pense você que os humanos estão satisfeitos com apenas lançar sondas e telescópios espaciais pelo cosmos, enviar astronautas em órbita — e até à Lua — ou sonhar com a colonização de outros planetas. Não, caro leitor! Caso você não saiba, existe uma organização que tem como propósito fundar a primeira nação espacial independente de que se tem notícia e conquistar a democratização do espaço.
A iniciativa foi batizada de Asgardia — em referência a Asgard, reino da mitologia nórdica que abriga personagens como Odin e Thor — e visa a construção de uma nação no espaço onde os terráqueos poderão viver e trabalhar. Mais precisamente, um dos principais focos seria auxiliar na mineração espacial e defender a Terra de ameaças cósmicas, entre elas, o impacto de asteroides e outros objetos e, porque não, as invasões alienígenas.

Asgardia

O projeto foi apresentado recentemente durante uma conferência em Paris, e foi idealizado pelo renomado cientista e empresário russo Igor Ashurbeyli, fundador do Centro Internacional de Pesquisa Aeroespacial (AIRC) na Rússia e presidente do comitê de ciências espaciais da UNESCO.
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Você toparia se tornar um asgardiano?
E Igor não está sozinho nessa! Ele escalou um time de peso para apoiar a fundação de Asgardia, incluindo David Alexander, diretor do Instituto Espacial da Universidade Rice, Joseph Pelton, diretor do Instituto de Pesquisas Espaciais e de Comunicação Avançada (SACRI) da Universidade George Washington, Ram Jakhu, diretor do Instituto de Direito Aéreo e Espacial da Universidade McGill, e o cosmonauta romeno Dumitru-Dorin Prunariu.
Aliás, pelo menos no papel, Asgardia já existe, e seus idealizadores estão buscando terráqueos que se interessem pelo projeto e estejam dispostos a receber a cidadania asgardiana. Na verdade, não existem muitas exigências para quem quiser se tornar cidadão da primeira nação espacial do Sistema Solar: basta ter mais de 18 anos e ser nascido em um país que aceite a dupla cidadania, como o Brasil, por exemplo. Interessado? Você pode se inscrever através do link.
Vale destacar que o time por trás do projeto dará preferência aos primeiros 100 mil inscritos para conceder as cidadanias, e está interessado em encontrar perfis específicos. Na realidade, a equipe espera atrair especialmente candidatos que atuem em áreas como engenharia, astronomia e direito espacial — e até o momento da publicação desta matéria, já havia mais de 460 mil interessados em se tornar cidadãos asgardianos.

Poucos detalhes

Ainda não existem muitos detalhes a respeito de como Asgardia será construída, muito menos sobre como ela será financiada. Mas, de momento, se sabe que Ashurbeyli investiu dinheiro do próprio bolso na iniciativa. Além disso, segundo os — poucos — detalhes que foram divulgados até agora, o primeiro passo do projeto envolverá enviar um satélite em órbita nos próximos 18 meses, a tempo para celebrar os 60 anos do primeiro satélite artificial da Terra, o Sputnik.
Olha o Sputnik aí!
A ideia do grupo é que, com o tempo, uma espécie de estação espacial permanente seja construída na baixa órbita terrestre ou um pouco mais além, e esse local, por sua vez, será regido por suas próprias leis e regras e servirá de lar para pessoas que estejam dispostas a trabalhar para o bem da humanidade.
Mais especificamente, Ashurbeyli espera que Asgardia seja um reflexo do nosso planeta no espaço, mas sem as suas fronteiras, limitações, restrições religiosas etc., e que seus habitantes tenham como principal meta proteger o nosso planeta e fazer o bem.
Cena do filme "Elysium"
Mas, antes que Asgardia seja considerada oficialmente como nação, ela deverá preencher alguns requisitos: ela precisará de um “território” onde se instalar (a tal estação espacial – checado!), uma população (esse provavelmente será o item mais fácil de conquistar – checado!), um governo (questão que já foi pensada pelos idealizadores – checado!) e ser reconhecida tanto pelas Nações Unidas como pelos demais países membros da organização.
Com relação a esse último requisito, a ideia é que, eventualmente, Asgardia tenha uma população de 150 milhões de asgardianos — embora apenas alguns possam viver no espaço —, e os fundadores esperam que o próprio número de interessados acabe convencendo a ONU a reconhecê-la como uma nação soberana.
Mais uma cena do filme "Elysium"
Parece loucura? Na realidade, parece um pouco sim, e alguns críticos apontaram que, no atual estágio do projeto, não ficou muito claro no quê Asgardia se diferenciaria da Estação Espacial Internacional — ou da estrutura fictícia que apareceu no filme “Elysium”. No entanto, temos que admitir que, cedo ou tarde, alguém pensaria em fundar uma micronação no espaço, não é mesmo? De qualquer forma, teremos que aguardar até que mais detalhes sejam divulgados.